Uniao Imperial

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O Bairro do Marapé

“Talvez não haja em Santos um bairro mais amado por seus moradores do que o Marapé. Moradores que se orgulham de seu passado, suas tradições, seu folclore, enfim, sua história” – Texto da jornalista Leda Montin publicado em A Tribuna, em 10/06/1982

No coração do Marapé, ao pé do morro de mesmo nome, a União Imperial fincou suas raízes.

Bairro dos mais tradicionais de Santos, de comunidade atuante e orgulhosa de suas origens, já era motivo de inspiração lá pelos idos de 1913, quando os operários chegavam no Bonde 37, cantando:

“O 37 balança, mas eu não vou a pé... E balançando eu vou pro Marapé...”

A história conta que o bairro só ganhou este nome em definitivo quarenta anos depois. Antes, era chamado de Vila Sapo – devido à imensa quantidade de rãs encontradas por lá, na época em que era quase desabitado.

Mas o fato é que, mesmo sem saber, aqueles trabalhadores antecipariam o que estava por vir. Daquele momento em diante, tudo por ali começaria sempre com um bom refrão.

O tempo passou e a paisagem formada por goiabeiras, capinzais e chácaras de imigrantes logo passou a acomodar outros cenários, que se tornariam bem conhecidos: campos de várzea, vendinhas, empórios, chalés, a Igreja de São Judas Tadeu, o Mercado do Marapé, a misteriosa Cruz de Pedra...

A convivência entre os moradores também se fortalecia. Serestas, festas folclóricas e religiosas eram alguns dos momentos de confraternização. E em 1946 surgiram as “Dengosas do Marapé”, que marcaram época no Banho da Dorotéia – um dos mais importantes eventos carnavalescos da história santista.

Assim como a festa de Momo no calendário, o samba já estava integrado ao cotidiano do bairro: embalou a fundação dos Blocos Carnavalescos da Ponte Vermelha e da Embaixada de Santa Thereza; e depois, serviu até para confortar as famílias vitimadas no triste episódio do desabamento do morro, em 1956.

Na ocasião, Miguel Ângelo e Oswaldo Cruz compuseram “Adeus Marapé”. A canção foi sucesso na voz da dupla Ouro e Prata e, anos depois, acabou regravada por Luiz Américo, sambista nascido e criado em solo marapeano.

Foi a demonstração definitiva de que o elo entre o bairro, o samba e o Carnaval era realmente inabalável.

Por isso, mesmo passados onze anos desde a derradeira aparição das “Dengosas”, o asfalto do Marapé não demorou a esquentar em 1976, quando o recém-fundado Grêmio Recreativo União Imperial passou a ensaiar na esquina das ruas Benedito Ernesto Guimarães e Heitor Penteado.

Foram três anos a céu aberto e um sob o teto da Sociedade de Moradores do Bairro - a chamada “Sedinha”, na Rua Napoleão Laureano.

Até que, em 1980 - no mesmo ano em que fixou endereço em sua quadra atual, no número 20/26 da Rua São Judas Tadeu – a União retribuiu toda a hospitalidade do bairro que a acolheu.

Com o sugestivo enredo “O Calendário”, voltou para casa como campeã do Segundo Grupo e conquistou um lugar no desfile principal de Santos – de onde nunca mais saiu.

O samba... Ah, o samba também não arredou o pé de lá. Revelou o Grupo Tempero (que por dez anos manteve a casa de samba mais freqüentada da cidade - o Tempero´s Bar, na Rua José Gonçalves da Mota), fez morada no famoso Pagode do Ouro Verde, no Bar da Cida e na própria Sedinha. Além de, claro, ecoar às terças e quintas-feiras na quadra da Verde e Rosa.

Prestes a completar 30 anos, a União Imperial se orgulha não só de suas glórias na Passarela do Samba, mas, principalmente, da condição de poder abrir suas portas e oferecer cultura e lazer para esta comunidade – que foi, é e sempre será seu alicerce mais importante.

Uma comunidade que mantém sua essência. E que sempre recebeu de braços abertos os moradores de outros bairros e cidades vizinhas que fizeram da Verde e Rosa a sua escola de coração.

Fonte: Jornal A Tribuna
Site Novo Milênio
Arquivo Ricardo Peres

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