Sinopse Carnaval 2019

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Circo, arte milenar que atravessou o tempo levando sorrisos e alegria a toda humanidade. O grande combustível do mundo circense sempre será o próprio artista, que em sua alma leva o poder de transformar lagrimas em gargalhadas, suspense em espanto e a vida num grande espetáculo. É a infinita luta de se reinventar.

Sinopse de Compositores.

Ao longe a caravana se aproxima, artistas se juntam e a arte começa a ganhar forma. A rua é tomada de cores, as bailarinas anunciam a chegada do grande Circo “Imperial” e os artistas invadem a cidade num cortejo de gargalhadas e cores. Ergue-se a lona e o apresentador está exultante: “Respeitável público! O picadeiro é verde e rosa?” E o público responde: “É sim senhor!”. Pipoca, bala e algodão doce não podem faltar, pois o grande picadeiro está pronto para o show e o espetáculo vai começar. As cortinas se abrem para contar a história secular do circo no Brasil.

Da Europa vieram os ciganos, imigrantes da Romênia e com eles as mágicas e o ilusionismo. Então tiramos o coelho da cartola e vemos as famílias circenses se espalharem pelo país. No final do século XIX surge aquele que seria nosso primeiro palhaço legitimamente brasileiro: Piolin, nascido no interior paulista em 1897. De Minas Gerais, por sua vez, vem Benjamim de Oliveira, primeiro palhaço negro e fundador do Circo Teatro, que mudaria todo o panorama circense no Brasil.

Pelo interior, nas pequenas cidades, os circos alegravam as famílias com os animais adestrados e a doma de feras selvagens… Mas era o Circo dos Horrores o grande atrativo das plateias. Pessoas com anomalias e com corpos improváveis para um artista  causavam furor e surpresa. A mulher Barbada, Monga a mulher gorila, o engolidor de espadas e contorcionistas, entre outros tantos, chocavam ao mesmo tempo em que entretinham milhares de pessoas.

O universo circense no Brasil também virou referência mundo afora… E os grandes circos do planeta não tardaram a enriquecer e influenciar ainda mais o conceito do nosso espetáculo: assistimos os patinadores americanos, o tradicional circo mexicano, o encanto chinês e o lendário Cirque de Soleil canadense. E assim vimos nascer por aqui o “Circo dos Sonhos”, que se tornaria o grande palco circense dos tempos mais recentes.

E é exaltando a magia circense que olhamos também para nosso próprio povo, os verdadeiros artistas brasileiros. O cidadão contribuinte que mês a mês doma seus leões, dribla taxas abusivas e segue firme. Que se equilibra com um salário de fome, que mal dá para viver. Tratado como “Zé Ninguém”, um bobo a ser facilmente enganado e deixado para trás com falsas promessas…

Esse grande “picadeiro do poder” não nos diverte, nem faz rir. Afinal, os protagonistas desse espetáculo só sabem conduzir nosso país ao caos. Cabe a nós, brasileiros, apesar de todo “jogo contra”, sorrirmos. Pois a alegria está em nosso sangue, o improviso é a nossa resistência e a atitude um dia há de colocar sob os holofotes quem realmente nasceu para brilhar e fazer sorrir.

E nesta corda bamba vamos lutando contra a impunidade e as injustiças, buscando na genialidade dos verdadeiros artistas a inspiração para nossos sorrisos.

Afinal, no país da galhofa, quem ri por último ainda há de rir melhor!

Renan Ribeiro
Carnavalesco

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